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Da Polícia Civil para a política: Kelmann leva para a vida pública a experiência de quem aprendeu a enfrentar

Arthur Vieira

Antes de ocupar espaço na política, Kelmann Vieira, hoje candidato a deputado federal, construiu parte importante de sua trajetória profissional dentro da Polícia Civil de Alagoas. Delegado, atuou em investigações e operações contra a criminalidade e passou por funções relacionadas à segurança pública, experiência que, segundo sua trajetória política, ajudou a formar uma característica que ele afirma carregar até hoje: a disposição para enfrentar problemas sem recuar diante das dificuldades.

Na atividade policial, o enfrentamento fazia parte da rotina. Investigações, diligências e operações exigiam decisões, responsabilidade e disposição para lidar com situações de pressão. Foi nesse ambiente que Kelmann consolidou uma imagem pública associada à atuação na área de segurança.

Um dos episódios lembrados em sua trajetória é o Caso Grilo, investigação relacionada ao assassinato de Jair Gomes de Oliveira, conhecido como Grilo, morto a tiros em dezembro de 2010, em Palmeira dos Índios. Na época, Kelmann presidiu diligências que contribuíram para a prisão apontada como responsável intelectual pelo crime e de dois executores materiais.

A experiência acumulada na Polícia Civil também antecedeu outras funções exercidas na administração pública, incluindo a presidência do Instituto de Identificação de Alagoas e a Secretaria de Prevenção à Violência.

Na política, Kelmann passou a defender que a experiência adquirida na segurança pública continua influenciando sua forma de atuar.

A lógica, segundo ele, é simples: problemas difíceis não são resolvidos fugindo do confronto necessário, mas tendo coragem para encará-los.

Essa postura passou a fazer parte também do discurso utilizado em sua campanha para deputado federal. O argumento é que a experiência de quem passou anos lidando diretamente com situações de conflito pode ser transportada para a vida pública: enfrentar problemas, cobrar respostas e não se intimidar diante de interesses estabelecidos.

É nesse ponto que sua trajetória como delegado se conecta ao discurso atual de renovação política. Em vez de apresentar a experiência policial apenas como parte do currículo, Kelmann procura transformá-la em um símbolo de sua maneira de fazer política: transparência, firmeza e disposição para enfrentar aquilo que considera errado.

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