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CASO MASTER!

57 entidades de Alagoas aderem a manifesto que cobra resposta do STF

Documento liderado pela Fiesp pede análise das suspeitas pelo plenário da Corte e propõe limites para decisões monocráticas e julgamentos virtuais

Peter Lucca

Cinquenta e sete entidades do setor produtivo de Alagoas aderiram a um manifesto nacional que cobra do Supremo Tribunal Federal (STF) uma resposta às suspeitas relacionadas ao caso Banco Master. Liderado pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), o documento reúne cerca de 3 mil organizações.

A manifestação ocorre após a divulgação de mensagens encontradas pela Polícia Federal no celular de Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, que indicariam contatos frequentes com o ministro Alexandre de Moraes e pedidos relacionados às investigações sobre a instituição.

As entidades defendem que as suspeitas sejam analisadas pelo plenário do STF em uma discussão “livre, pública e presencial”, com respeito ao devido processo legal.

O manifesto também propõe mudanças no funcionamento da Corte, como a criação de um Código de Conduta, ampliação das regras de impedimento e suspeição, mandato para ministros do Supremo e limites para decisões monocráticas e julgamentos virtuais.

Entre os signatários alagoanos estão Fiea, Faeal, Fecomércio, Federalagoas, FCDL, ABIH/AL, Abrasel/AL, Associação Comercial de Maceió, Ademi/AL, ASA, Sinduscon/AL e diversas associações e sindicatos dos setores produtivo, comercial, industrial e agropecuário.

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) divulgou nesta quarta-feira (9) o documento “Não vamos desistir do Brasil”, assinado pelo presidente Ricardo Alban.

A entidade demonstrou preocupação com o cenário institucional e defendeu “bom senso e responsabilidade na condução do Brasil”. A CNI também ressaltou a importância de discussões “livres, públicas e transparentes”, com direito à defesa.

Segundo a confederação, crises políticas e institucionais podem afetar o desenvolvimento econômico, a atração de investimentos e a geração de empregos. A entidade defendeu ainda a construção de consensos entre os Poderes, empresários e trabalhadores em torno de metas fiscais e políticas econômicas estruturantes, sem influência político-partidária.

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