Tesoureira ligada a Fernandinho Beira-Mar é presa
Shirley de Figueiredo Ângelo, conhecida como “Manequim”, é investigada por associação para o tráfico e por atuar como informante de organização criminosa
Apontada pela polícia como tesoureira da estrutura criminosa ligada a Fernandinho Beira-Mar, líder do Comando Vermelho, Shirley de Figueiredo Ângelo, conhecida como “Manequim”, foi presa nesta terça-feira (8) na rodovia Presidente Dutra, nas proximidades de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense.
A prisão foi determinada pela 1ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro. Segundo a Polícia Civil, Shirley é investigada há pelo menos duas décadas por associação para o tráfico de drogas e colaboração, como informante, com organização criminosa.
Ela teria sido identificada como “tesoureira” da estrutura ligada a Beira-Mar durante uma investigação da Polícia Federal realizada após a prisão do traficante na Colômbia, em 2001. Shirley é casada com Marcos José Monteiro Carneiro, o “Periquito”, também relacionado ao grupo criminoso.
As investigações apontam que “Manequim” teria participado da venda de drogas na comunidade Parque das Missões, em Duque de Caxias, além de intermediar negociações entre o marido e outros integrantes da facção.
A prisão ocorre cerca de sete meses após a captura de Marinilson Carneiro da Silva, o “Habib's”, em Cabrobó, no sertão de Pernambuco. Ele é apontado como um dos principais responsáveis pelo fornecimento e distribuição de drogas em grande escala para o Comando Vermelho e como braço direito de Beira-Mar.
Segundo as autoridades, a ligação entre os dois casos é considerada “particularmente significativa”. Marinilson é irmão de “Periquito”, marido de Shirley, e teria atuado como fornecedor atacadista de drogas para o mesmo núcleo criminoso.
Shirley e Marinilson também foram sócios da empresa Fricargo Carga Aérea Ltda., apontada nas investigações como uma possível empresa de fachada utilizada para viabilizar o transporte de drogas dentro do Rio de Janeiro e para outros estados.
“Manequim” também aparece no relatório final da CPI do Narcotráfico da Câmara dos Deputados, que registrou sua suposta atuação na distribuição de drogas no Rio de Janeiro, em outros estados e na região Nordeste.