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CASO AMANDA

''Não tá na rua pra ser alvo de bandido'', declara advogado ao defender atuação de PMs durante abordagem que ocasionou morte no Jacintinho

Marianna Carvalho

O advogado dos policiais militares envolvidos na ocorrência que terminou com a morte de Amanda Ruanny Lopes da Silva, de 32 anos, na Grota do Cigano, em Maceió, Napoleão Júnior, se manifestou sobre o caso nas redes sociais. A mulher foi atingida por um disparo durante uma abordagem da Polícia Militar no último sábado (5).

Em um vídeo, o advogado criticou as manifestações que, segundo ele, estariam analisando o caso apenas pela perspectiva de que Amanda era uma “boa pessoa”. Ele afirmou que outros elementos relacionados à ocorrência também precisam ser considerados e questionou informações sobre o contexto envolvendo a vítima e o companheiro dela.

Ao comentar a abordagem, o advogado afirmou que ela não deveria ter avançado contra o policial. “Ela não poderia ter ido para cima do policial. O fato é que ela deveria ter respeitado o comando da polícia”, declarou. Ele também defendeu a atuação dos militares em áreas consideradas de risco e destacou a necessidade de preservar a integridade dos agentes.

O defensor ainda rebateu críticas sobre o uso de armas não letais durante operações. Segundo ele, determinadas situações podem representar risco aos policiais. “A vida do policial é uma só. Ele tem que voltar para casa com vida”, afirmou. Para o advogado, os agentes enfrentam uma situação delicada, já que podem ser responsabilizados tanto por não reagirem quanto por utilizarem força durante uma ocorrência.

A morte de Ruanny está sendo investigada pelas autoridades, que deverão analisar a dinâmica da abordagem e as circunstâncias do disparo. Depoimentos, perícias e demais provas serão utilizados para esclarecer o que aconteceu e verificar a conduta dos envolvidos.

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