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Trump pede a Putin fim rápido da guerra na Ucrânia durante ligação

Conversa durou cerca de uma hora e ocorreu após reuniões de enviados americanos com autoridades russas e ucranianas

Peter Lucca

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, defendeu nesta terça-feira (8) um fim rápido para a guerra na Ucrânia durante uma ligação telefônica de aproximadamente uma hora com o presidente da Rússia, Vladimir Putin. Segundo o Kremlin, os dois líderes também discutiram a possibilidade de restaurar plenamente as relações entre Washington e Moscou.

De acordo com o assessor do Kremlin, Yuri Ushakov, Putin apoiou a abordagem de Trump e apresentou sua avaliação sobre a situação no campo de batalha, além de apontar medidas que os Estados Unidos poderiam adotar para contribuir com o encerramento do conflito.

“Donald Trump enfatizou claramente a importância de encerrar o conflito o mais rápido possível”, afirmou Ushakov. Segundo ele, o presidente americano considera que o fim da guerra poderia abrir perspectivas para a retomada dos laços comerciais e econômicos entre os dois países.

A conversa ocorreu após os enviados de Trump, Steve Witkoff e Jared Kushner, visitarem Moscou e Kiev no fim de semana para tentar retomar as negociações de paz. Apesar dos encontros, não houve anúncio de avanços concretos. A possibilidade de novas negociações envolvendo Rússia, Ucrânia e Estados Unidos chegou a ser discutida, mas não foi mencionada pelo Kremlin no relato da ligação.

Rússia e Ucrânia continuam distantes sobre os termos para encerrar o conflito, enquanto os dois países intensificaram ataques mútuos nos últimos meses. Moscou também mantém como objetivo o controle total do restante da região de Donetsk, no leste ucraniano, segundo uma fonte próxima ao Kremlin.

Putin e Trump ainda concordaram em manter as trocas de prisioneiros e continuar em contato. Ushakov classificou a conversa como “construtiva”.

O assessor também afirmou que Putin negou que a Rússia tenha planos de atacar países europeus. Segundo ele, Moscou considera que as alegações sobre uma possível ameaça russa servem de justificativa para o aumento do apoio europeu à Ucrânia e dos gastos militares.

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