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Flávio Bolsonaro diz que afastamento de chefe da PF expôs suposto grupo de Lula

Arthur Vieira

O senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou nesta terça-feira (8) que o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, teria revelado um suposto “grupo especial de Lula” dentro da corporação. Em publicação nas redes sociais, ele defendeu que a PF tenha autonomia para investigar crimes e não adversários políticos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). As declarações são uma avaliação política de Flávio e não uma conclusão oficial sobre a atuação da corporação.

A manifestação ocorreu após o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinar o afastamento preventivo de Andrei e do diretor de Inteligência da PF, Leandro Almada. A Segunda Turma do STF formou maioria para manter a decisão, com votos de Mendonça, Luiz Fux e Nunes Marques. O julgamento foi interrompido após pedido de vista do ministro Gilmar Mendes, mas o afastamento continua em vigor.

Flávio afirmou que Andrei, a quem fez diversas referências depreciativas, seria responsável por investigações clandestinas contra um ministro do STF. O afastamento determinado por Mendonça, contudo, está fundamentado em alegações de monitoramento e produção irregular de relatórios de inteligência envolvendo o próprio ministro e o advogado-geral da União, Jorge Messias. Mendonça também determinou investigação pela Corregedoria da PF.

Aliados de Flávio também se manifestaram. O candidato a vice, deputado Alfredo Gaspar (PL-AL), questionou a atuação da PF em investigações envolvendo adversários políticos e afirmou que a corporação estaria sendo instrumentalizada pelo governo. Já o coordenador nacional da campanha, senador Rogério Marinho (PL-RN), defendeu a permanência do afastamento de Andrei e criticou sua relação institucional com o Palácio do Planalto.

O episódio ocorre em meio à crise entre integrantes do STF e às disputas políticas que antecedem as eleições presidenciais. A decisão de Mendonça também é contestada pela Advocacia-Geral da União, que pretende recorrer sob o argumento de que o afastamento interfere na competência do presidente da República para nomear e exonerar o diretor-geral da Polícia Federal.

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