Afastamento de Diretor da PF Andrei Rodrigues provoca reação do governo federal: "cheira como eleitoral"
Responsável pela articulação política do governo Lula, Guimarães também afirmou que a decisão tem caráter eleitoral.
O ministro José Guimarães, da Secretaria de Relações Institucionais, criticou nesta terça-feira (8) a decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), de afastar o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. Para Guimarães, a medida é “descabida” e representa “uma intromissão onde não lhe cabe”.
Responsável pela articulação política do governo Lula, Guimarães também afirmou que a decisão tem caráter eleitoral. “Apurar eventuais indícios de delitos está correto. Mas essa medida me cheira como eleitoral. Isso não pode!”, escreveu.
Mendonça justificou o afastamento como uma medida necessária para evitar possíveis constrangimentos ilegais a autoridades e servidores. O ministro também declarou que estaria sendo monitorado pela Polícia Federal há mais de 30 dias.
A decisão ampliou a tensão entre o governo federal e Mendonça. A Advocacia-Geral da União (AGU) deve recorrer, sob o argumento de que o afastamento do diretor-geral da PF invade uma competência atribuída à Presidência da República.