Caso Amanda: Familiares contestam versão de policiais e alegam que vítima não tentou pegar arma de agentes
Corporação alega legítima defesa; parentes de Amanda Ruanny negam que ela tenha tentado obstruir ocorrência
A investigação sobre a morte de Amanda Ruanny Lopes da Silva, de 32 anos, baleada durante uma ocorrência policial no Jacintinho, em Maceió, deve esclarecer as circunstâncias que antecederam o disparo efetuado por um policial militar. A defesa dos agentes sustenta que o tiro ocorreu após uma situação de ameaça e que a reação pode ter sido caracterizada como legítima defesa. Familiares da vítima, porém, contestam essa versão e afirmam que Amanda não tentou tomar a arma do militar.
Segundo a Polícia Militar de Alagoas, Amanda teria discutido com um dos agentes durante a abordagem, ultrapassado o perímetro de segurança, empurrado o policial e tentado pegar a arma que ele utilizava. Diante da suposta ameaça, o militar teria efetuado um único disparo, atingindo a mulher. De acordo com o advogado de defesa dos policiais, Amanda teria gritado, xingado os agentes e tentado impedir a ocorrência.
Os familiares, porém, negam que Amanda tenha tentado retirar a arma do militar. Segundo o relato da família, ela teria se aproximado dos policiais após uma parente ser tratada de forma ofensiva durante a abordagem. Ainda conforme os parentes, Amanda teria sido empurrada pelo agente e, na sequência, atingida pelo disparo. A família sustenta que a mulher foi baleada na porta de casa e questiona a versão apresentada pela corporação.
A Polícia Militar informou que, após o atendimento à vítima, outra equipe permaneceu no local e encontrou uma sacola contendo 30 pinos de cocaína nas proximidades. A corporação afirmou que segue os protocolos operacionais e os princípios legais que orientam a atividade policial, além de declarar que não compactua com eventuais arbitrariedades. Os policiais envolvidos já prestaram depoimento à Polícia Civil e, segundo a defesa, permanecem em atividade.