Caso Amanda: Defesa afirma que PM foi ameaçado antes de disparo que matou mulher no Jacintinho e alega legítima defesa
O advogado de defesa dos policias militares envolvidos na ocorrência que ocasionou a morte de Amanda Ruanny Lopes da Silva, de 32 anos, no Jacintinho, no último sábado (5), Napoleão Junior, afirmou durante entrevista à TV gazeta que um dos militares teria sido ameaçado durante a abordagem e que o disparo ocorreu em uma situação que, segundo ele, pode ser definida como legítima defesa. O advogado afirmou que a vítima havia xingado e gritado com os policiais durante a abordagem, uma versão diferente relatada pela família da vítima.
Ainda segundo Napoleão Júnior, os policiais chegaram ao local após receberem uma informação sobre quatro pessoas que estariam envolvidas com o tráfico de drogas, e ao chegarem no local , iniciaram a abordagem dos suspeitos, momento em que segundo ele, um grupo de quatro mulheres teria sido se aproximado e contestado a ação policial.
A família de Amanda contesta a versão apresentada, e afirma que a vítima teria questionado o policial depois que uma familiar foi tratada de maneira ofensiva por um dos agentes, que teria usado o termo ''rapariga'', além de afirmar que que o policial teria empurrado Amanda, e posteriormente, efetuado o disparo. A família também nega a versão de que ela teria tentado pegar a arma do policial .
Em nota, a Polícia Militar de Alagoas, alegou que Amanda discutiu com o motorista da guarnição e tentou ultrapassar o limite de segurança estabelecido para a ocorrência, mesmo após receber ordens para manter distância. A nota também afirma que a mulher avançou em direção ao militar, empurrando-o e tentando pegar a arma dele. O policial, diante da ameaça à integridade física de todos e da aglomeração de pessoas ao redor, reagiu e efetuou um único disparo. Amanda foi socorrida pelos próprios agentes, que a levaram à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Jacintinho, mas não resistiu aos ferimentos. O caso segue sendo investigado.