Após tentativas frustradas de delação, Vorcaro avalia confessar crimes para reduzir pena
Ex-banqueiro e seus advogados estariam desanimados diante da avaliação de que as cúpulas da PF e PGR não demonstram disposição para fechar acordo
O ex-banqueiro Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, avalia confessar crimes no curso das investigações ou de eventual processo penal caso não avance sua terceira tentativa de fechar um acordo de colaboração premiada. Segundo informações da CNN, a estratégia seria uma alternativa para tentar obter redução da pena em uma possível condenação.
A delação premiada ainda seria a prioridade da defesa, por permitir a negociação prévia de obrigações e benefícios. No entanto, após duas tentativas frustradas, Vorcaro e seus advogados estariam desanimados diante da avaliação de que as cúpulas da Polícia Federal (PF) e da Procuradoria-Geral da República (PGR) não demonstram disposição para fechar um acordo.
Sem a colaboração, o ex-banqueiro cogita confessar os crimes ao longo das investigações ou perante o ministro André Mendonça, relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF). A confissão poderia ser considerada uma circunstância atenuante na definição de eventual pena. A interlocutores, Vorcaro teria afirmado que, neste momento, não tem “mais nada a perder”.
Preso há mais de seis meses, Vorcaro declarou recentemente à PF que tem “passado um terror” desde a liquidação do Banco Master, ocorrida em novembro do ano passado. O pai dele, Henrique Vorcaro, também está preso preventivamente há quase quatro meses. Em depoimento, o ex-banqueiro afirmou ainda que buscava soluções para a situação financeira da instituição antes da liquidação.