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Saúde Pública

SUS vai oferecer três medicamentos contra câncer de pulmão a partir de outubro

Brigatinibe, gefitinibe e durvalumabe são indicados para grupos específicos de pacientes com câncer de pulmão. No caso do gefitinibe, a incorporação ao SUS foi aprovada ainda em 2013.

Eduarda Silva

O Sistema Único de Saúde (SUS) vai começar a oferecer, a partir de outubro, três medicamentos para o tratamento de diferentes tipos e estágios do câncer de pulmão: brigatinibe, gefitinibe e durvalumabe.

Segundo o Ministério da Saúde, a distribuição será gradual e poderá beneficiar cerca de 1,9 mil pacientes. Os medicamentos fazem parte da nova Assistência Farmacêutica em Oncologia (AF-Onco), criada para reorganizar a compra e o financiamento de tratamentos contra o câncer no SUS. O brigatinibe e o gefitinibe são terapias-alvo, indicadas para pacientes que apresentam alterações específicas no tumor. O brigatinibe é destinado a pacientes com alteração ALK positiva, enquanto o gefitinibe é usado em casos com mutação no gene EGFR.

Já o durvalumabe é uma imunoterapia que ajuda o sistema imunológico a reconhecer e combater as células cancerígenas. Ele é indicado para pacientes com câncer de pulmão de células não pequenas em estágio III que não podem passar por cirurgia e não apresentaram avanço da doença após quimioterapia e radioterapia. Apesar do anúncio, os três medicamentos foram incorporados ao SUS em momentos diferentes. O gefitinibe teve a incorporação aprovada em 2013, o durvalumabe em 2024 e o brigatinibe em 2025.

A chegada dos tratamentos aos pacientes, no entanto, depende de etapas como negociação de preços, compra e distribuição dos medicamentos. Por isso, o Ministério da Saúde informou que a oferta será feita de forma gradual. A nova política prevê ainda a oferta de 23 medicamentos de alto custo para tratamento contra o câncer e deve beneficiar mais de 100 mil pacientes em todo o país.

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