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Crise do STF

Fachin dá 5 dias para que Mendonça, Moraes, PGR e Polícia Federal prestem informações sobre crise no STF

Presidente da Corte deu cinco dias úteis para Moraes, Mendonça, Gonet e o diretor-geral da PF prestarem esclarecimentos sobre o caso Master.

Eduarda Silva

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, deu prazo de cinco dias úteis para que os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, expliquem os fatos que provocaram uma crise dentro do tribunal.

Na decisão publicada nesta quinta-feira (3), Fachin afirmou que é necessário reunir informações antes de uma possível análise do caso pelo plenário do STF. Entre os pontos que deverão ser esclarecidos estão a atuação da Polícia Federal nas investigações, o possível uso de credenciais institucionais para acessar documentos particulares, o vazamento de informações sigilosas e as circunstâncias em que Mendonça determinou a identificação de pessoas citadas nas investigações envolvendo o Banco Master.

A crise ganhou força depois que Mendonça retirou o sigilo de um relatório da Polícia Federal que revelou mensagens e contatos entre o empresário Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, e Alexandre de Moraes. Mendonça sugeriu que os novos elementos fossem analisados pelo plenário do STF. Já Paulo Gonet questionou a legalidade da investigação e afirmou que ela poderia ser anulada por possíveis problemas na forma como foi conduzida.

Ao determinar as manifestações, Fachin afirmou que a Presidência do STF deve garantir que o caso seja analisado com responsabilidade, respeitando o devido processo legal, a ampla defesa e o contraditório.

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