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Lula acusa aliados de Flávio Bolsonaro de barrar PEC do fim da escala 6x1

Arthur Vieira

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quinta-feira (3) que a PEC que prevê o fim da escala 6x1 não avançou no Congresso por atuação de aliados de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), apontado como seu principal adversário na disputa pela Presidência.

A proposta foi aprovada na quarta-feira (2) pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, mas não chegou ao plenário. A decisão sobre a inclusão da matéria na pauta cabe ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). Na semana passada, Alcolumbre se reuniu com Lula e o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), para discutir a agenda de votações. Após o encontro, confirmou que a PEC seria analisada pela CCJ, mas evitou garantir uma votação no plenário.

O Palácio do Planalto vinha defendendo a aprovação da proposta por considerar que o fim da escala 6x1 tem forte apoio popular e pode se transformar em uma das principais vitrines eleitorais de Lula. Nas últimas semanas, o próprio presidente passou a atuar diretamente pela tramitação da PEC e intensificou as declarações sobre a redução da jornada de trabalho, inclusive em propagandas eleitorais.

Em publicação nas redes sociais, Lula afirmou que a tramitação da proposta revelou “quem é quem no Congresso Nacional”. Segundo ele, enquanto o governo buscava avançar com a PEC, a oposição, liderada pelo coordenador da campanha de seu adversário, atuava para impedir a votação.

“É importante que o Brasil saiba quem está trabalhando para avançar com essa mudança e quem está tentando impedir uma conquista que pode garantir um dia a mais de descanso sem redução de salário”, afirmou o presidente.

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