PF prende três suspeitos de fraude milionária contra a Caixa em Alagoas
Operação Faces Expostas cumpre sete mandados de prisão e 14 ordens judiciais em Maceió e Rio Largo
A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quinta-feira (3), a Operação Faces Expostas para desarticular um grupo suspeito de aplicar fraudes contra a Caixa Econômica Federal em Alagoas. A investigação apura crimes de estelionato majorado, falsificação e uso de documentos particulares, lavagem de dinheiro e associação criminosa. Ao todo, a Justiça expediu sete mandados de prisão temporária e sete de busca e apreensão, cumpridos em Maceió e Rio Largo. Até o momento, três suspeitos foram presos.
Segundo a PF, os investigadores identificaram indícios de que documentos de identidade falsificados foram utilizados para abrir sete contas bancárias fraudulentas. Quatro delas foram abertas na Caixa, três em Maceió e uma em Nazaré da Mata (PE), enquanto outras três foram criadas em instituições financeiras digitais.
Após a abertura das contas na instituição pública, os suspeitos teriam contratado serviços de crédito e transferido os valores para outras contas igualmente fraudulentas. A estratégia, de acordo com a investigação, teria como objetivo dificultar o rastreamento do dinheiro e ocultar a origem dos recursos.
Durante uma das buscas, os policiais encontraram materiais que seriam utilizados na falsificação de documentos, incluindo espelhos de documentos em branco, produtos químicos e impressoras. A apreensão reforça a suspeita de que o grupo mantinha uma estrutura própria para produzir ou adulterar documentos utilizados nas fraudes bancárias.
Além das prisões e buscas, a Justiça determinou o sequestro de bens dos investigados, como forma de garantir eventual ressarcimento dos prejuízos causados aos cofres públicos. Todos os mandados de busca já foram cumpridos, enquanto as equipes continuam as diligências para localizar os quatro investigados que ainda não foram presos.
Os envolvidos poderão responder pelos crimes de estelionato majorado contra a Caixa, falsificação e uso de documentos particulares, lavagem de dinheiro e associação criminosa. A PF também busca esclarecer a participação individual de cada suspeito e dimensionar o total do prejuízo provocado pelo esquema.