Logo
Dólar 5,09
Euro 5,90
Céu limpo Maceió: 21º
Geral
Fim da 6x1

CCJ do Senado aprova PEC do fim da escala 6x1 sem alterações

Proposta reduz jornada de 44 para 40 horas semanais, estabelece dois dias de descanso e ainda precisa ser votada em dois turnos no plenário

Arthur Vieira

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou, nesta quarta-feira (2), a proposta de emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala 6x1. O texto foi aprovado simbolicamente e segue para análise do plenário da Casa, onde precisará de pelo menos 49 votos em dois turnos. Os senadores ainda devem analisar eventuais destaques.

Relator da proposta, Omar Aziz (PSD-AM) rejeitou as 36 emendas apresentadas e manteve integralmente o texto aprovado pela Câmara dos Deputados. Segundo ele, alterações poderiam descaracterizar a PEC e atrasar a tramitação. “A PEC não trata apenas de jornada de trabalho, mas de saúde mental”, afirmou.

O governo articula a votação no plenário ainda nesta quarta-feira. A senadora Eliziane Gama (PT-MA) apresentou requerimento para adoção de calendário especial, que dispensaria as cinco sessões de discussão normalmente exigidas para PECs e permitiria a votação dos dois turnos em uma única sessão.

A proposta reduz gradualmente a jornada máxima de 44 para 40 horas semanais, sem redução de salários. A primeira etapa começa 60 dias após a promulgação, com limite de 42 horas semanais. Após outros 12 meses, a jornada passa para 40 horas.

A PEC também estabelece dois dias de repouso semanal remunerado, sendo um deles preferencialmente aos domingos. A medida busca substituir a atual escala de seis dias trabalhados por um de descanso.

Categorias submetidas a regimes diferenciados, como trabalhadores embarcados em plataformas de petróleo, profissionais da aviação, transporte de cargas e navegação, terão regras específicas regulamentadas posteriormente por lei complementar.

A PEC reúne propostas apresentadas pelo deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), em 2019, e pela deputada Erika Hilton (PSOL-SP), em 2024. A matéria estava parada no Senado desde maio, em meio a divergências sobre o rito de tramitação. A eventual aprovação no plenário ainda dependerá de dois turnos de votação.


Receba notícias em seu WhatsApp
Participe da nossa comunidade