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Alagoas
POLÍTICA

“Não podemos normalizar esse ódio”, critica Cauê Castro após novo ataque a estudantes

Marianna Carvalho

A Universidade Federal de Alagoas voltou a ser palco de um grave episódio de intimidação política. Nesta terça-feira (1º), um grupo liderado pelo candidato a deputado federal Flávio Moreno, conhecido como Flávio da Federal, do PL, entrou no Instituto de Ciências Humanas, Comunicação e Artes (ICHCA), percorreu corredores, arrancou cartazes e hostilizou estudantes, chamando-os de “comunistas”. O episódio provocou reação oficial da Universidade e foi repudiado por unanimidade pelo Conselho Universitário.

Não se trata de um fato isolado. Poucos dias antes, em 25 de agosto, durante a passagem de Flávio Bolsonaro e Alfredo Gaspar por Maceió, estudantes que realizavam uma manifestação nas proximidades da UFAL também denunciaram agressões. Segundo relatos e vídeos divulgados pela imprensa, apoiadores dos candidatos retiraram e destruíram uma faixa do protesto, enquanto uma estudante de Serviço Social relatou ter sido arranhada por uma mulher que portava uma tesoura.

Para Cauê Castro, a repetição desses episódios exige uma reação firme da sociedade. “Não podemos normalizar o ódio. Em poucos dias, estudantes foram novamente intimidados por exercerem o direito de pensar, se manifestar e ocupar democraticamente a universidade. Divergência política se enfrenta com argumento, não com intimidação”, afirmou.

Castro também criticou a tentativa de transformar universidades e estudantes em inimigos políticos. “A universidade pública é lugar de conhecimento, ciência, diversidade e também de debate. Quem entra em uma universidade para arrancar cartazes, gritar e intimidar estudantes não está defendendo liberdade de expressão, está tentando impor o medo. Alagoas não pode aceitar que esse tipo de comportamento vire rotina”, declarou.

A direção do ICHCA repudiou oficialmente os atos de hostilidade e agressividade verbal e informou que medidas de segurança estão sendo adotadas para apuração dos fatos e identificação dos responsáveis. O reitor Josealdo Tonholo também afirmou que a Universidade adotará providências para responsabilizar os envolvidos.

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