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Lei Magnistky

Eduardo Bolsonaro diz ter pedido aos EUA retomada de sanções contra Alexandre de Moraes

Pedido cita novas mensagens entre o ministro do STF e o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master

Daniel Oliveira

O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) afirmou que ele e aliados pediram ao governo dos Estados Unidos que retome as sanções previstas na Lei Magnitsky contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. A declaração foi dada em entrevista ao UOL News após a divulgação de novas conversas e mensagens trocadas entre Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master.

Segundo Eduardo, as novas informações expõem uma relação financeira envolvendo Moraes e seus familiares, além de pedidos de “proteção” feitos a outras autoridades. Na justificativa, ele alegou que vê "abusos de direitos humanos". O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro afirmou ainda que “não há prazo” para uma possível decisão do governo americano, uma vez que a aplicação da lei depende do presidente Donald Trump e de avaliações internas.

"A Lei Magnitsky não é um ato ilícito. É uma lei americana feita para isso e fica à conveniência do presidente da República, ouvindo os seus secretários do Tesouro e de Estado", afirmou Eduardo ao UOL News.

Em dezembro de 2025, o governo americano retirou Moraes e sua mulher, Viviane Barci de Moraes, da lista de pessoas sancionadas pela Lei Magnitsky. O ministro estava sujeito às medidas desde julho daquele ano, quando a Casa Branca o acusou de violar direitos humanos por sua atuação no processo sobre a trama golpista que levou à prisão de Jair Bolsonaro.

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