Trabalhadores dos Correios fazem protesto em Maceió e ameaçam greve a partir do dia 10
Trabalhadores dos Correios realizaram um protesto na manhã desta quarta-feira (2), em frente ao Centro de Tratamento de Cartas e Encomendas (CTCE), no Distrito Industrial Luiz Cavalcante, no Tabuleiro do Martins, em Maceió. O ato foi organizado pelo Sindicato dos Trabalhadores dos Correios em Alagoas (SINTECT-AL) e faz parte de uma mobilização nacional. A categoria cobra avanços nas negociações do Acordo Coletivo de Trabalho e critica o que considera um processo de enfraquecimento da empresa.
Uma das principais reclamações dos trabalhadores é a diferença entre o reajuste salarial reivindicado e o oferecido pela direção dos Correios. Segundo o sindicato, a inflação considerada nas negociações é de 4,35%, enquanto a empresa apresentou uma proposta de aumento de 0,87%. A categoria também se posiciona contra o fechamento de agências, alegando que a medida pode resultar em perda de empregos, redução do atendimento e dificuldade de acesso aos serviços postais.
Durante a manifestação, os trabalhadores defenderam a valorização dos salários, a manutenção dos postos de trabalho e das agências, além da continuidade dos serviços oferecidos pela estatal. O sindicato também pede a saída do presidente dos Correios, Emanoel Rondon. De acordo com o presidente do SINTECT-AL, Alysson Guerreiro, a mobilização é uma forma de pressionar a empresa e demonstrar a insatisfação da categoria com a atual condução dos Correios.
Caso não haja avanço nas negociações, os trabalhadores ameaçam iniciar uma greve geral a partir do dia 10 de setembro. O sindicato afirma que continuará acompanhando as tratativas e poderá realizar novos atos. Enquanto isso, os Correios informaram que solicitaram a mediação do Tribunal Superior do Trabalho (TST) para definir o Acordo Coletivo 2026/2027 e afirmaram buscar uma solução que preserve os direitos dos empregados sem comprometer a situação financeira da estatal.
Em nota, os Correios disseram que mantiveram integralmente 56 cláusulas do acordo e fizeram ajustes em outras 21, preservando benefícios que representam mais de R$ 60 milhões por ano. A empresa também afirmou que os serviços seguem funcionando normalmente em todo o país, incluindo SEDEX e PAC, e que o índice de entregas dentro do prazo chegou a 97% em agosto, superando 98% em São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná e Minas Gerais. Segundo a estatal, os resultados são fruto de mudanças na estrutura logística e nas escalas de trabalho.