Aliados de Renan Santos classificam suspensão da campanha como “vingança”
Interlocutores do candidato relacionam decisão de Dias Toffoli à atuação de Renan em manifestações sobre o caso Master
Aliados do candidato à Presidência Renan Santos (Missão) classificaram como “vingança” a decisão do ministro Dias Toffoli que suspendeu a campanha eleitoral. A avaliação foi atribuída a interlocutores próximos do candidato.
Segundo os aliados, a medida estaria relacionada à postura combativa de Renan em relação ao ministro durante manifestações organizadas pelo MBL (Movimento Brasil Livre), grupo que deu origem ao Missão, sobre o caso Master.
Renan participou de pelo menos quatro atos relacionados às denúncias e chegou a ir ao Tayayá, resort que colocou Toffoli no centro das discussões envolvendo o caso.
Além de “vingança”, integrantes da campanha teriam classificado a decisão como uma “molecagem de Dias Toffoli” e afirmado que o ministro estaria tentando “demonstrar força”.
Sobre a irregularidade que motivou a suspensão, a campanha afirma que outras candidaturas enfrentaram problema semelhante no registro de determinados perfis junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Para os aliados, mesmo com um atraso de 12 dias no envio das informações, a punição deveria ser uma multa, e não a suspensão da campanha. A medida foi considerada “desproporcional”.
A equipe jurídica de Renan deve recorrer da decisão. O candidato também anunciou uma coletiva de imprensa para esta segunda-feira (31), quando pretende explicar os próximos passos da campanha.
A suspensão, porém, pode dificultar a candidatura, que já não possui tempo de propaganda eleitoral em televisão e rádio nem acesso ao fundo partidário. A participação de Renan em debates também pode ser afetada, conforme as regras de cada emissora.