Renan Filho sucateou o saneamento e depois "vendeu a água" para empresas que acumulam inúmeras reclamações
Durante os oito anos do governo Renan Filho (2015–2022), Alagoas deixou de investir R$ 5,6 bilhões que seriam necessários para universalizar o saneamento nos 102 municípios, segundo estudo contratado pelo próprio Estado ao BNDES.
Mesmo após a Casal registrar seis anos consecutivos de superávit, apenas R$ 50 milhões teriam sido investidos no período de recuperação da companhia. A falta de capacidade financeira da estatal acabou sendo apresentada pelo governo como uma das justificativas para conceder os serviços à iniciativa privada.
A mudança começou em 2020, quando a BRK Ambiental assumiu os serviços de água e esgoto em 13 municípios da Região Metropolitana de Maceió. Posteriormente, novas concessões ampliaram a participação privada para mais de 80% do saneamento alagoano, por meio de contratos de 35 anos.
Anos depois, porém, problemas relacionados aos serviços continuam sendo alvo de reclamações. Em 2025, o Ministério Público de Alagoas criou um grupo de trabalho para fiscalizar a atuação da BRK após relatos sobre abastecimento de água e tratamento de esgoto.
Consumidores também registram queixas envolvendo falta d'água, vazamentos, faturamento e cobranças contestadas. No primeiro semestre de 2026, a empresa aparecia no Reclame Aqui com nota média de 2,99, índice de solução de 41,3% e apenas 32,1% dos avaliadores afirmando que voltariam a fazer negócio com a companhia.