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Alagoas
Política

Quem defende a mudança não pode se calar diante de discursos que tentam diminuir mulheres na política.

Arthur Vieira

Minha gente, depois de um dia exaustivo de trabalho, cumprindo uma agenda apertada, me deparei com uma matéria que me deixou triste e indignada. Vi com preocupação os ataques direcionados a Marina, a única mulher que, corajosamente, decidiu disputar uma vaga no Senado Federal.

Isso revela um padrão que nós, mulheres, conhecemos muito bem. Eu sei o que é isso. Senti no coração a perda de uma grande amiga, a deputada federal Ceci Cunha, assassinada por um homem que queria ocupar o seu lugar.

Durante anos, ouvimos que era preciso ampliar a presença feminina na política e nos espaços de poder. Mas será que todos realmente querem isso? Quando um homem levanta a voz, é chamado de líder, firme e determinado. Quando uma mulher faz o mesmo, rapidamente é rotulada como agressiva.

Marina pode e deve ser questionada por suas propostas. Isso é parte essencial do debate democrático. O que não podemos aceitar é que críticas sejam substituídas por estereótipos machistas usados para desqualificar uma mulher.

Marina não precisa pedir licença para defender aquilo em que acredita. Nenhuma mulher precisa.

Na política, o lugar da mulher é onde ela quiser: inclusive falando alto, firme, olho no olho e de igual para igual.

Marina, conte com meu apoio incansável nessa caminhada. Seguiremos firmes contra todo discurso que empobrece o debate e tenta atrasar a construção de uma sociedade mais justa.

Com fé e esperança, seguimos trabalhando para transformar a nossa Alagoas.

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