Em crise, Braskem eleva limite de crédito com acionista Petrobras
Limite, que era de R$ 350 milhões, será usado pela petroquímica para comprar matérias-primas da Petrobras; acordo vale até o fim de 2026.
A Petrobras e a Braskem ampliaram de R$ 350 milhões para R$ 2,35 bilhões o limite de crédito entre as duas empresas para a aquisição de matérias-primas fornecidas pela estatal. O acordo foi divulgado nesta quarta-feira (26), poucos dias após a Braskem entrar com um pedido de recuperação extrajudicial.
A Petrobras detém 47% das ações da Braskem. Pelo novo acordo, a petroquímica poderá adquirir os insumos com prazo de pagamento de até 30 dias. O contrato terá validade até o fim de 2026, com os efeitos mantidos até o vencimento das faturas emitidas durante o período. A operação também prevê garantias, entre elas a cessão fiduciária de recebíveis de clientes da Braskem, estimados em cerca de R$ 1 bilhão por mês.
A ampliação do crédito ocorre em meio à crise financeira enfrentada pela Braskem. Na segunda-feira (24), a empresa pediu recuperação extrajudicial à Justiça de São Paulo para tentar renegociar uma dívida de aproximadamente R$ 54 bilhões. O processo envolve principalmente dívidas financeiras e prevê um período de proteção para que a companhia avance nas negociações com os credores.
A medida não afeta, segundo a empresa, as obrigações com fornecedores e clientes. A Braskem busca agora estruturar um plano de reestruturação que permita reorganizar suas dívidas e melhorar a situação financeira da companhia.