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Política

Candidatos arrecadam R$ 78 mi e recebem R$ 650 mi de partidos com 10 dias de campanha

Campanhas de Flávio Bolsonaro e Lula estão entre as que mais receberam recursos; partidos repassaram cerca de 12% do fundo eleitoral

Arthur Vieira

Os candidatos das eleições gerais de 2026 arrecadaram cerca de R$ 78,4 milhões em doações de pessoas físicas, financiamento coletivo e repasses de outros candidatos após dez dias de campanha. O valor representa uma parcela pequena dos R$ 770 milhões já registrados como receitas.

Os partidos políticos são a principal fonte de recursos, com aproximadamente R$ 648,5 milhões, o equivalente a 85% do total. Outros R$ 42,7 milhões foram desembolsados pelos próprios candidatos. Os dados foram consultados nesta quarta-feira (26) no sistema DivulgaCand, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Até o momento, as legendas repassaram cerca de R$ 591 milhões, aproximadamente 12% dos quase R$ 5 bilhões disponíveis no Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC), o chamado fundão eleitoral.

O PL, partido de Flávio Bolsonaro, tem direito à maior parcela, superior a R$ 880 milhões, e já transferiu cerca de 30% desse montante. O PT, de Lula, tem aproximadamente R$ 615 milhões disponíveis e repassou 15%.

Entre as campanhas presidenciais, Flávio Bolsonaro recebeu R$ 42 milhões, enquanto Lula recebeu R$ 35,2 milhões. Na sequência aparecem Sergio Moro (PL), candidato ao governo do Paraná, com R$ 11 milhões; Jorginho Mello (PL), candidato à reeleição em Santa Catarina, com R$ 5,8 milhões; e Domingos Sávio (PL-MG), candidato ao Senado, com R$ 5 milhões.

Quando considerados apenas recursos de pessoas físicas, o maior volume foi declarado por Flávio Roscoe (PL-MG), com R$ 3,3 milhões. Luciano Zucco (PL-RS) recebeu R$ 2,5 milhões, e Mendonça Filho (PL-PE), R$ 1,6 milhão.

Entre os maiores doadores individuais está Alexandre Grendene, cofundador da Grendene, que destinou R$ 3 milhões a campanhas. Seu irmão, Pedro Grendene, doou R$ 700 mil.

As despesas contratadas até quarta-feira somavam R$ 96,5 milhões. Cerca de 20% foram destinados à publicidade com materiais impressos, enquanto serviços advocatícios responderam por 12,7%.

A campanha de Flávio também lidera os gastos, com R$ 8,5 milhões, principalmente em serviços jurídicos e táxi aéreo. A Meta aparece como uma das empresas que mais receberam recursos, com cerca de R$ 5,9 milhões em contratos de 525 candidatos para publicidade em plataformas como Instagram e Facebook.

Os valores ainda devem crescer ao longo da campanha, já que partidos e candidatos continuarão recebendo e declarando receitas e despesas à Justiça Eleitoral.

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