Meta fecha acordo bilionário nos EUA e terá que impor novas restrições a adolescentes
Empresa era acusada de desenvolver recursos capazes de estimular o uso excessivo das redes sociais
A Meta, controladora do Instagram, Facebook e WhatsApp, fechou um acordo de US$ 16,68 bilhões, cerca de R$ 94,4 bilhões, com 29 estados dos Estados Unidos e terá que implementar novas restrições para adolescentes em suas plataformas. A empresa era acusada de desenvolver recursos capazes de estimular o uso excessivo das redes sociais e provocar danos à saúde mental de crianças e jovens.
Entre as mudanças previstas estão limites diários de uso, bloqueios durante a noite, restrição de notificações em determinados horários e disponibilização de um feed não personalizado para menores de 18 anos. A Meta também deverá acelerar a resposta a denúncias de conteúdos prejudiciais, reforçar mecanismos de segurança e identificar e remover contas pertencentes a crianças com menos de 13 anos.
O entendimento encerra um julgamento federal iniciado em agosto e que reunia processos apresentados em 2023. Apesar do acordo, a companhia de Mark Zuckerberg negou ter cometido irregularidades. O pacto também resolve ações relacionadas ao escândalo Cambridge Analytica movidas por Califórnia, Illinois, Novo México e Washington, D.C., que receberão conjuntamente US$ 459,3 milhões, aproximadamente R$ 2,6 bilhões.
Mesmo após o acordo bilionário, a Meta ainda enfrenta outros processos em tribunais estaduais e federais nos Estados Unidos. As ações acusam a companhia de desenvolver deliberadamente mecanismos destinados a aumentar o engajamento e estimular a dependência das plataformas entre crianças e adolescentes.