Candidatos recebem menos dinheiro do que o prometido e campanha começa travada
A insatisfação já começou a aparecer nos bastidores das executivas nacionais e estaduais dos partidos. Muitos candidatos, principalmente os que disputam vagas de deputado, descobriram que os valores prometidos para financiar as campanhas serão menores do que o esperado. Em alguns casos, os recursos podem chegar a apenas metade ou até um terço do que havia sido planejado.
Além da redução dos valores, o atraso na liberação do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) também tem dificultado o início das atividades eleitorais. Candidaturas que foram incluídas nas nominatas perto do prazo final e ainda não tinham CNPJ enfrentam dificuldades para receber recursos e colocar a campanha nas ruas.
Com pouco dinheiro disponível, candidatos precisam adiar ações, reduzir estruturas e limitar a presença em eventos e atividades de rua. O cenário afeta inclusive nomes com potencial de votação, que dependem dos recursos para ampliar a divulgação das candidaturas.
A expectativa é de que a situação avance gradualmente nas próximas semanas, mas, até o início de outubro, a campanha deve permanecer mais modesta e limitada para boa parte dos candidatos, especialmente aqueles que dependem do financiamento partidário.