Logo
Dólar 5,16
Euro 6,01
Nuvens dispersas Maceió: 28º
Proteção a infância

MPAL derruba aplicativo após denúncias de crimes sexuais contra crianças em todo o Brasil

Aplicativo ZANGI foi suspenso em todo o país após investigação apontar o uso da plataforma em crimes sexuais contra crianças e adolescentes; serviço também foi retirado das lojas virtuais.

Eduarda Silva

O Ministério Público de Alagoas (MPAL) conseguiu suspender, em todo o Brasil, o funcionamento do aplicativo de mensagens ZANGI, após uma investigação apontar o uso da plataforma em crimes contra crianças e adolescentes. O aplicativo também foi retirado das lojas virtuais. A ação contou com a participação de promotorias das áreas criminal e cível.

A investigação começou depois de um caso envolvendo uma criança de 11 anos. De acordo com o MPAL, um usuário chamado “Polkinha” teria usado o aplicativo para enviar material ilícito à vítima e fazer abordagens de cunho sexual. O caso envolve suspeitas de armazenamento e compartilhamento de material pornográfico com crianças e adolescentes, além de aliciamento de criança.

Durante a apuração, o Ministério Público também encontrou dificuldades para identificar os responsáveis. Segundo o órgão, o aplicativo favorecia o anonimato e não fornecia de forma adequada informações que poderiam ajudar nas investigações. Diante disso, o MPAL passou a atuar também para impedir que a plataforma continuasse sendo usada como meio para esse tipo de crime.

Mesmo com uma decisão judicial determinando a suspensão do aplicativo no país, o ZANGI continuava disponível nas lojas da Apple e do Google. O Ministério Público notificou as empresas e pediu a retirada imediata da plataforma. A medida foi cumprida, e o aplicativo deixou de ser disponibilizado no Brasil.

A Justiça também determinou uma multa diária de R$ 10 mil pelo descumprimento das ordens, com limite de R$ 500 mil. O MPAL ainda acionou a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) para avaliar possíveis irregularidades. Para o órgão, o caso reforça a necessidade de empresas de tecnologia adotarem medidas para proteger crianças e adolescentes também no ambiente virtual.

Receba notícias em seu WhatsApp
Participe da nossa comunidade