Médicos de UPAs administradas pelo Governo de Alagoas acumulam mais de R$ 1 milhão em salários atrasados
Cerca de 84 médicos que atuam nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) do Tabuleiro e do Jacintinho estão enfrentando atrasos salariais há meses, sem qualquer previsão de quando os valores pendentes serão pagos.
A dívida acumulada inclui 40% do salário referente ao mês de dezembro, além do pagamento integral dos salários de janeiro, fevereiro e março. O prejuízo aos profissionais de saúde já ultrapassa R$ 1 milhão.
Desde o fim de março, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) passou a administrar diretamente as duas unidades. No entanto, a mudança na gestão não solucionou as pendências financeiras deixadas pelo modelo anterior. Enquanto isso, médicos afirmam enfrentar um verdadeiro “jogo de empurra” entre a Sesau e o Instituto Nacional de Pesquisa e Gestão em Saúde (InSaúde).
A população cobra um atendimento de qualidade nas unidades de saúde, mas os profissionais que estão na linha de frente também reivindicam respeito e o cumprimento de um direito básico: o recebimento pelos serviços já prestados.