Mãe destaca mudanças após filho iniciar acompanhamento na Casa do Autista de Maceió
Mãe de adolescente com TEA relatou mudanças na rotina do filho e destacou o acolhimento recebido pela equipe durante o acompanhamento
Maria das Graças relatou mudanças significativas na rotina do filho, José Michel, de 16 anos, após o início do acompanhamento na Casa do Autista. Diagnosticado com Transtorno do Espectro Autista (TEA) nível 2 de suporte, o adolescente passou a receber atendimento multiprofissional na unidade.
Segundo a mãe, o acolhimento oferecido pela equipe foi um dos principais diferenciais. “Eu cheguei chorando e voltei rindo para casa”, contou. Ela também afirmou que os profissionais demonstraram atenção à família desde os primeiros atendimentos.
Em uma situação recente, Michel chegou desregulado à unidade e recebeu suporte de diferentes profissionais. De acordo com Maria, até o condutor do transporte participou do atendimento. A sessão de psicologia, que normalmente dura 45 minutos, foi prolongada para acompanhar o adolescente. “O psicólogo se disponibilizou para ficar duas horas cuidando do meu filho”, relatou.
A diretora-presidente do Maceió Saúde, Camila Porciúncula, afirmou que o atendimento busca considerar também as necessidades das famílias. “O acolhimento é parte do cuidado”, disse.
A gerente-geral da Casa do Autista, Fabiana Lisboa, explicou que a criação de vínculo contribui para um acompanhamento individualizado. “Não existe cuidado efetivo sem vínculo”, afirmou.
A unidade reúne médicos, psicólogos, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais, fisioterapeutas, pedagogos, musicoterapeutas, nutricionistas, enfermeiros, assistentes sociais e educadores físicos.
Para solicitar atendimento, é necessário levar RG, CPF, Cartão SUS, comprovante de residência, encaminhamento médico e documentos do responsável ao Setor de Protocolo da Secretaria Municipal de Saúde, na Avenida Fernandes Lima, 2335, no Farol.
Após a abertura do processo, os casos são avaliados e regulados pela equipe técnica. A prioridade é para pessoas que ainda não estão inseridas na rede pública ou em serviços contratualizados e permanecem em fila de espera. Os encaminhamentos ocorrem conforme a disponibilidade e os critérios técnicos.