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SAÚDE

Estudos analisam se proteínas do Alzheimer podem ser transmitidas em transfusão de sangue

Revisão publicada em revista científica reuniu estudos sobre a beta-amiloide, mas pesquisadores afirmaram que não há prova de transmissão da doença

Rhuan Leite

A possibilidade de proteínas associadas à doença de Alzheimer serem transmitidas por meio de transfusões de sangue passou a receber maior atenção de pesquisadores, embora não exista comprovação de que a doença possa ser transmitida dessa forma. Uma revisão recente na revista “The Lancet 22” reuniu estudos sobre o tema e apontou indícios biológicos que ainda precisam ser investigados.

O levantamento analisou pesquisas sobre a beta-amiloide, proteína relacionada ao Alzheimer, e discutiu a hipótese de fragmentos alterados serem transferidos entre organismos durante procedimentos médicos. Estudos realizados nos últimos anos também levantaram questionamentos sobre a transmissão dessas proteínas em contextos específicos, mas sem comprovar uma relação direta com o desenvolvimento da doença.

“Não temos informações suficientes para medir esse risco”, afirmou o neurologista John Collinge, um dos autores da revisão. Os pesquisadores defenderam novos estudos de longo prazo e o monitoramento de possíveis mecanismos envolvidos, além da busca por biomarcadores em doadores. Eles ressaltaram, porém, que as transfusões de sangue continuam sendo consideradas seguras e essenciais, com benefícios amplamente estabelecidos.

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