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Alagoas
Combate ao crime

Operação contra o Comando Vermelho mata seis suspeitos e alcança executores de jogador de 15 anos

Arthur Vieira

Uma operação das Polícias Civil e Militar de Alagoas resultou na morte de seis suspeitos de integrar o Comando Vermelho (CV), nesta segunda-feira (24). Dois deles são apontados como autores materiais da morte do jogador Micael Leandro da Silva, de 15 anos, assassinado no dia 1º de agosto, no Pontal da Barra, em Maceió.

Segundo as forças de segurança, a operação ocorreu simultaneamente em Maceió e Coqueiro Seco. Em uma área de mata do município, equipes do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) localizaram dois suspeitos. De acordo com a polícia, houve resistência à abordagem e os homens foram baleados. Eles foram socorridos e levados ao Hospital Geral do Estado (HGE), mas não resistiram.

Paralelamente, equipes da Rotam foram até um apartamento no Vergel do Lago, em Maceió, onde estariam escondidos suspeitos envolvidos na morte de Micael. Quatro pessoas estavam no imóvel e, conforme a versão policial, também reagiram à abordagem e foram baleadas. Todos morreram.

Entre os mortos estavam Cauã, de 19 anos, e um adolescente de 17 anos identificado como Adriel. Os dois eram investigados como autores materiais do assassinato do jogador e estavam sendo procurados desde o crime.

Segundo o delegado Gilson Rêgo, da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), imagens de câmeras de segurança mostraram a dupla chegando ao Pontal da Barra minutos antes do disparo. Os suspeitos teriam observado a movimentação até identificar uma pessoa que seria o alvo da ação criminosa.

Ainda conforme a investigação, o alvo percebeu a presença dos suspeitos, correu e conseguiu escapar. O único disparo efetuado contra ele, porém, atingiu Micael. O adolescente foi socorrido e levado ao HGE, mas não resistiu aos ferimentos.

A polícia investiga agora quem era o verdadeiro alvo do ataque e se outras pessoas participaram do planejamento ou ordenaram o crime. O inquérito ainda não foi concluído. Segundo as autoridades, a organização teria como uma das lideranças um homem conhecido como “Malhado”, que estaria no Rio de Janeiro.

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