Logo
Dólar 4,97
Euro 5,60
Chuva leve Maceió: 28º
Brasil
politica

Lobista diz ter gasto R$ 100 mil por mês para bancar despesas de Lulinha

Roberta Luchsinger teria afirmado que precisou suspender pagamento de passagens devido à demora para receber valores combinados

Arthur Vieira

A lobista Roberta Luchsinger afirmou, em uma conversa com o empresário Cléber Ribas, que gastava cerca de R$ 100 mil por mês com despesas relacionadas a Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O diálogo consta de um inquérito em andamento no Supremo Tribunal Federal (STF).

A investigação apura possíveis relações entre Lulinha e Luchsinger na tentativa de viabilizar contratos envolvendo a Dataprev, empresa de tecnologia do governo federal. A conversa, ocorrida em 25 de agosto de 2025, foi revelada pelo jornal O Estado de S. Paulo e confirmada pela CNN.

No início do diálogo, Luchsinger reclama sobre pagamentos e menciona despesas com passagens aéreas para Lulinha.

“Tem que pagar essa bosta dessas passagens pro Fábio, aí vai pagar com o dinheiro do Freitas, tá foda”, afirmou.

Ribas respondeu que o pagamento seria realizado no dia 28. Na sequência, segundo o conteúdo obtido pela investigação, Luchsinger teria explicado que pretendia interromper o custeio das passagens.

“Fábio, agora acabou porque a casa por mês a gente gasta em torno de 100 mil, então assim, não vai dar mais pra ter essas passagens.”

Segundo os investigadores, ainda não está esclarecido quem é a pessoa identificada na conversa como “Freitas”. A polícia afirma que são necessárias novas diligências para compreender o contexto dos pagamentos e das despesas mencionadas.

O advogado de Lulinha, Marco Aurélio de Carvalho, afirmou que não pode confirmar a autenticidade das mensagens. Segundo ele, caso o conteúdo seja verdadeiro, os trechos teriam sido retirados de contexto.

A defesa também negou que existam elementos no inquérito comprovando que Luchsinger gastava R$ 100 mil mensais com Lulinha e classificou as interpretações como “inferências não conclusivas”.

A defesa de Cléber Ribas também criticou o vazamento de trechos das comunicações e afirmou que os contratos firmados por empresas ligadas ao empresário com o governo federal seguiram os procedimentos legais e foram realizados com transparência.

As informações fazem parte de uma investigação ainda em andamento, e as conversas, isoladamente, não comprovam que Lulinha tenha cometido qualquer irregularidade ou que os valores mencionados tenham sido efetivamente pagos.

Receba notícias em seu WhatsApp
Participe da nossa comunidade