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Pressão por voto: assédio eleitoral cresce 16,4% em 2026

O acordo proíbe a administração de questionar a escolha eleitoral dos servidores ou exigir presença em eventos e grupos de natureza política.

Felipe Pimentel

As denúncias de assédio eleitoral no ambiente de trabalho chegaram a 119 entre janeiro e julho de 2026, segundo o Ministério Público do Trabalho (MPT). O número representa um crescimento de 16,4% em relação ao mesmo período de 2024, quando foram contabilizados 102 casos. As ocorrências envolvem empresas privadas e órgãos públicos.

Um dos casos investigados ocorreu na Prefeitura de Monte Alegre, no oeste do Pará. Servidores procuraram o MPT para relatar que um vereador estaria pressionando funcionários a divulgar, nas redes sociais, materiais de apoio a uma pré-candidata nas eleições de outubro. Conforme os relatos, quem não atendesse à solicitação poderia perder o emprego ou deixar de ser reconduzido ao cargo.

O assédio eleitoral ocorre quando a relação profissional é usada para tentar influenciar o voto do trabalhador, por meio de ameaças, pressão ou vantagens. Desde 2023, a Justiça do Trabalho contabiliza 776 processos relacionados ao tema. Em 2026, já são 88 ações registradas até 14 de agosto, conforme o levantamento do Tribunal Superior do Trabalho (TST).

No caso de Monte Alegre, a prefeitura assinou um Termo de Compromisso de Ajuste de Conduta (TAC) com o MPT em 23 de junho. O acordo proíbe a administração de questionar a escolha eleitoral dos servidores ou exigir presença em eventos e grupos de natureza política. O descumprimento pode resultar em multa de R$ 2 mil por cada exigência considerada irregular.

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