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Caso Albino

Jornalista questiona investigação sobre serial killer e familiares levantam dúvida: “Se fosse em um bairro rico, teria sido mais rápido?”

Debate durante entrevista abordou dificuldades nas investigações e a percepção de desigualdade na apuração de crimes em áreas vulneráveis

Arthur Vieira

Durante entrevista sobre o caso de Albino Santos de Lima, apontado pela Polícia Civil como responsável por uma série de homicídios em Maceió, a jornalista responsável pela reportagem questionou a eficiência das investigações e deu voz a uma dúvida recorrente entre familiares das vítimas: se os crimes tivessem ocorrido em bairros mais ricos, a identificação do suspeito teria acontecido mais rapidamente?

A repórter destacou que diversos assassinatos ocorreram em uma mesma região, dentro de um raio de aproximadamente 850 metros, e foram investigados pela mesma delegacia. Segundo ela, a população desconhecia a existência de um possível assassino em série, o que teria permitido que o suspeito continuasse agindo.

Em resposta, o delegado Gilson Rêgo afirmou que as primeiras imagens obtidas pela polícia eram de baixa qualidade e não permitiam confirmar que os crimes tinham sido praticados pela mesma pessoa. De acordo com ele, a certeza de que se tratava de um serial killer só surgiu após a obtenção de imagens relacionadas ao caso da adolescente Ana Beatriz.

Questionado sobre a percepção de que crimes em áreas mais pobres receberiam menos atenção, o delegado reconheceu que regiões menos vulneráveis podem oferecer melhores condições para as investigações devido à maior quantidade de câmeras de monitoramento e recursos disponíveis.

A mãe de Ana Beatriz, Helyzabethe Bezerra Santos, também falou sobre a dor da família e o sentimento de que os crimes poderiam ter sido interrompidos antes. “Teve que chegar até a minha filha para poder parar. Se não fosse ela, a gente não conhecia ele, até hoje ele estava matando”, afirmou.

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