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Lulinha processa Flávio Bolsonaro por vídeo que o associa a suspeitas de desvios no INSS

Filho do presidente pede retirada de publicação feita com inteligência artificial e indenização de R$ 10 mil por danos morais

Arthur Vieira

O empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, acionou a Justiça de São Paulo contra o senador Flávio Bolsonaro (PL) por causa de um vídeo publicado nas redes sociais que o associa às suspeitas de desvios de recursos do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Na ação, o filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirma que o conteúdo utiliza inteligência artificial para fazer uma acusação falsa, com caráter difamatório.

Publicado no início de julho, o vídeo simula Flávio pilotando uma aeronave durante uma suposta missão para localizar Lulinha. A publicação afirma que ele seria “suspeito de ter roubado milhões de idosos no Brasil” e diz que “o roubo dos velhinhos do INSS não pode ficar impune”.

Lulinha pede uma decisão liminar para que o conteúdo seja removido dos perfis de Flávio no Instagram e no X em até 24 horas. Também solicita que o senador seja impedido de divulgar novamente as imagens e pede R$ 10 mil por danos morais. A defesa argumenta que houve abuso de direito e uso da inteligência artificial para divulgar imputações consideradas falsas e difamatórias.

A ação foi apresentada na terça-feira (18), mesmo dia em que Lulinha entrou com processo semelhante contra o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo). Nesse caso, o vídeo produzido por IA mostra o empresário em uma plantação de maconha e o chama de “Messi da impunidade”. O juiz Marcelo Augusto Oliveira, porém, negou inicialmente o pedido para retirada da publicação, considerando que o conteúdo aparentava estar inserido em contexto de sátira e crítica.

Lulinha é citado em três inquéritos no Supremo Tribunal Federal (STF) relacionados a suspeitas de tráfico de influência. As investigações da Polícia Federal envolvem negócios e relações com a empresária Roberta Luchsinger e Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”.

Na ação contra Flávio, Lulinha afirma que não é investigado, indiciado ou denunciado por participação nas fraudes contra beneficiários do INSS. Segundo ele, o procedimento em que seu nome aparece possui objeto diferente e não atribui ao empresário participação nos crimes que deram origem aos valores investigados.

A defesa também argumenta que, embora seja filho do presidente e uma pessoa pública, Lulinha não ocupa cargo público ou mandato eletivo. Por isso, sustenta que não deveria estar sujeito à mesma amplitude de críticas direcionadas a governantes, agentes públicos e candidatos.

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