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Comando Vermelho: Delegado revela como execução ordenada pelo tráfico terminou na morte de Ana Walesca

A principal linha da investigação, portanto, é de que Ana tenha sido vítima de uma execução ordenada pelo tráfico, mas morta por engano.

Felipe Pimentel

A investigação sobre a morte da advogada Ana Walesca aponta que o crime teria sido planejado por integrantes do Comando Vermelho que estão no Rio de Janeiro. Segundo o delegado responsável pelo caso, dois traficantes teriam feito uma chamada de vídeo e determinado a execução de uma mulher no Mocambo, em Maceió, após ela perder uma pistola e cerca de 200 gramas de cocaína pertencentes à facção.

De acordo com o depoimento de um dos suspeitos, ele teria sido encarregado de pilotar a motocicleta usada na ação. O homem contou que utilizou uma Honda Bros vermelha e cobriu a placa com uma camisa azul para evitar a identificação por radares e câmeras de segurança. Durante o trajeto, ele teria encontrado o segundo envolvido, que subiu na garupa para realizar a execução.

Ainda segundo o delegado, os dois receberam uma fotografia da mulher que deveria ser assassinada e mantiveram uma chamada de vídeo com um traficante conhecido como “Rafinha 99”, apontado pela polícia como integrante do Comando Vermelho e suspeito de ordenar outros homicídios em Alagoas. O homem, que estaria no Rio de Janeiro, teria orientado a dupla sobre o caminho até o endereço indicado.

Ao chegar ao local apontado pelos criminosos, a dupla teria confundido Ana Walesca com a mulher que seria o verdadeiro alvo. A advogada foi abordada e atingida por pelo menos cinco disparos. A principal linha da investigação, portanto, é de que Ana tenha sido vítima de uma execução ordenada pelo tráfico, mas morta por engano.

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