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Alagoas
Tráfico de influência

Alfredo Gaspar intensifica críticas após mensagens expostas de Lulinha: "Lula não tem como dizer que não sabia"

Vice de Flávio relaciona novas revelações a suspeitas já apontadas pela CPI do INSS envolvendo Roberta Luchsinger

Daniel Oliveira

O deputado federal por Alagoas e candidato a vice-presidente na chapa de Flávio Bolsonaro (PL), Alfredo Gaspar, voltou a criticar o governo após novas revelações envolvendo Lulinha. Ex-relator da CPI do INSS, ele afirmou que as informações reforçam suspeitas apontadas durante os trabalhos da comissão. Gaspar também defendeu o avanço das investigações pela Polícia Federal.

Lulinha é investigado em três inquéritos por suspeita de tráfico de influência no governo, incluindo uma apuração sobre sua relação com Roberta Luchsinger. A empresária recebeu R$ 1,5 milhão do Careca do INSS, divididos em cinco parcelas de R$ 300 mil. O valor foi pago para que ela tentasse viabilizar a venda de canabidiol ao Ministério da Saúde.

Para Gaspar, o contato de Roberta com Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, então chefe de gabinete de Lula, amplia o alcance das suspeitas. Ela encaminhou ao ex-chefe de gabinete uma minuta de contrato para a venda dos medicamentos, mas a operação não avançou. Marcola confirmou ter recebido o documento e disse que não o encaminhou.

"Lula não tem como dizer que não sabia. A corrupção chegou ao gabinete presidencial. Nós fizemos o relatório da CPI e apontamos Lulinha e Roberta Luchsinger como traficantes de influência e corruptos. Levou seis meses para a Polícia Federal descobrir o que nós descobrimos lá atrás, mas foi um pouco além", disse.

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