O Ministério Público Federal (MPF) ajuizou, na segunda-feira (17), uma ação na Justiça Federal contra Renan Santos, candidato à Presidência da República pelo Movimento Brasil Livre (MBL). O processo aponta declarações consideradas ofensivas a 14 etnias indígenas do Baixo Tapajós, no Pará, e solicita uma indenização de R$ 500 mil por danos morais coletivos.
Segundo o MPF, as manifestações foram feitas nas redes sociais de Renan durante protestos e a ocupação do terminal da Cargill, em Santarém, em janeiro de 2026. O órgão afirma que as publicações apresentavam termos depreciativos e colocavam em dúvida a identidade e a legitimidade de comunidades tradicionais indígenas da região.
A ação também menciona um episódio durante o 11º Fórum CNT de Debates , Edição Presidenciáveis, realizado em Brasília. Conforme o processo, Renan teria procurado o MPF após divulgar um vídeo em que acusava supostos indígenas de praticarem crimes e de provocarem a interdição de uma rodovia. Além do candidato, o processo inclui o Movimento Renovação Liberal, entidade responsável pelo MBL.