Flávio Bolsonaro diz ter recebido mais de 1,8 mil ameaças de morte: "Tenho que estar aqui com colete à prova de balas"
Candidato afirmou que reforçou a segurança após anunciar proposta de classificar facções como organizações terroristas
O candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) afirmou nesta terça-feira (18) que recebeu mais de 1,8 mil ameaças de morte desde que anunciou a intenção de classificar facções criminosas, como o PCC e o Comando Vermelho, como organizações terroristas. A declaração ocorreu durante uma caminhada no bairro Betânia, em Belo Horizonte, ao lado de apoiadores.
Segundo Flávio, a segurança durante os compromissos de campanha precisou ser reforçada. “Tenho que estar aqui com colete à prova de balas. Tive que reforçar a segurança, mas isso é necessário”, afirmou. O senador também pediu que os eleitores, segundo ele, avaliem as propostas apresentadas durante a disputa presidencial.
Durante o evento, o deputado federal Nikolas Ferreira (PL) citou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 27 anos e três meses de prisão por envolvimento na trama golpista. O parlamentar afirmou que o ex-presidente estaria preso por ter “decidido lutar contra os poderosos”.
Nikolas também mencionou a composição do STF como um dos temas que, na avaliação dele, estarão em disputa nas eleições. O deputado afirmou ainda que uma eventual maioria do PL no Senado poderia permitir a votação de um pedido de impeachment contra o ministro Alexandre de Moraes.
Flávio, por outro lado, afirmou que pretende manter uma relação positiva com o Supremo. “Eu só quero paz para governar”, declarou.
Durante a caminhada, o candidato também voltou a defender a redução da maioridade penal para 14 anos. Entre outras propostas apresentadas, citou a criação de um programa para incentivar jovens a abrir negócios próprios e a possibilidade de obtenção da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) a partir dos 16 anos.