Vazamento de amônia: uma semana depois, indústria avícola segue interditada por irregularidades
Três funcionários passaram mal após vazamento; fiscalização identificou falhas de segurança no local
A indústria avícola localizada em Santa Luzia do Norte, na Região Metropolitana de Maceió, onde ocorreu um vazamento de amônia, permanece interditada uma semana após o incidente. A informação foi confirmada nesta terça-feira (18) pelo superintendente regional do Trabalho em Alagoas, Cícero Filho.
Três funcionários passaram mal após o vazamento registrado na manhã da última terça-feira (11) e precisaram ser encaminhados a uma unidade de emergência. Na sexta-feira (14), uma fiscalização do Ministério do Trabalho e Emprego resultou na interdição da fábrica após a identificação de irregularidades.
Segundo Cícero Filho, a auditoria encontrou uma série de problemas relacionados às normas de segurança previstas na NR-36. “A auditoria fiscal do trabalho identificou ausência generalizada de itens de segurança exigidos pela NR-36. Uma situação de gravidade, que sim, colocava a vida dos trabalhadores em risco”, afirmou.
O superintendente explicou que a fábrica só poderá retomar as atividades após corrigir as irregularidades apontadas pela fiscalização. “A medida mais dura no momento é a interdição da fábrica. Ela só retornará as atividades após as irregularidades serem sanadas”, declarou.
Ainda segundo Cícero, a amônia apresenta riscos graves à saúde dos trabalhadores. O gás pode provocar intoxicação, queimaduras e asfixia e também possui potencial explosivo em determinadas condições.
O vazamento ocorreu em uma fábrica que produz cortes de frango, miúdos e ovos frescos. De acordo com a empresa, o incidente foi provocado pelo rompimento de um selo mecânico.
O Corpo de Bombeiros foi acionado e enviou uma equipe com quatro militares para atender à ocorrência. Quando chegaram ao local, os bombeiros constataram que o vazamento já havia sido controlado e repassaram orientações aos responsáveis pela unidade.