"As Forças Armadas perderam a confiabilidade com Bolsonaro", diz ex-comandante da Aeronáutica
Testemunha central no processo que condenou o ex-presidente e militares do primeiro escalão de seu governo à prisão por tentativa de golpe
Ex-comandante da Aeronáutica na gestão de Jair Bolsonaro, Carlos de Almeida Baptista Junior conta no livro "Eu disse NÃO: uma trincheira antigolpista (Autêntica Editora), como foi uma das vozes ativas nas Forças Armadas contra as pressões de Jair Bolsonaro para se manter no poder após a derrota para Lula, em 2022.
Testemunha central no processo que condenou o ex-presidente e militares do primeiro escalão de seu governo à prisão por tentativa de golpe, o ex-comandante da Força Aérea falou à coluna sobre os momentos de maior tensão daquele período, detalhou o rompimento com o amigo WalterBraga Netto e os prejuízos causados pelo ex-presidente aos militares.
"Acho que a cada dia é menos provável, mas não acho impossível", disse o ex-comandante sobre uma possível ruptura da democracia.
"Naquela tensão, entre os dias 14 e 22 de novembro de 2022, eu achei que nós precisaríamos dar alguns recados para a sociedade. Na minha cabeça, era uma maneira de mostrar que não haveria ruptura institucional porque nós iríamos passar o comando das Forças para os escolhidos pelo presidente eleito", respondeu sobre as tensões antes da posse de Lula.