Homem acusado de matar e estuprar Anna Cecillya vai a júri popular nesta terça (18) em Murici
Victor Emanuel Silva de Souza responde por homicídio qualificado, estupro de vulnerável, ocultação de cadáver e corrupção de menor
Um ano e sete meses após o corpo de Anna Cecillya dos Santos Silva, de 9 anos, ser encontrado em uma área de mata de Branquinha, na Zona da Mata de Alagoas, o homem acusado de envolvimento na morte da criança será julgado pelo Tribunal do Júri. Victor Emanuel Silva de Souza responde por homicídio qualificado, estupro de vulnerável, ocultação de cadáver e corrupção de menor.
O julgamento está marcado para esta terça-feira (18), a partir das 9h, no Fórum Ministro Pedro da Rocha Acioly, em Murici. A acusação será apresentada pela promotora de Justiça Ilda Regina Reis, da Promotoria de Justiça de Murici. Segundo o Ministério Público de Alagoas (MPAL), o homicídio teria sido cometido com uso de meio cruel, recurso que dificultou a defesa da vítima e outras circunstâncias previstas na qualificadora.
Anna Cecillya desapareceu em 20 de janeiro de 2025, após sair de casa para brincar. Seis dias depois, o corpo foi localizado em uma área de difícil acesso. Conforme as investigações, a menina apresentava sinais de violência e teria sido estuprada antes de ser assassinada.
Victor, que tinha 25 anos na época, era namorado da tia da criança e havia passado a morar com ela pouco antes do crime. Um adolescente de 17 anos também foi apontado como envolvido. Durante a investigação, ele confessou o estupro e relatou detalhes do caso, mas afirmou que teria sido ameaçado para participar do crime. A Polícia Civil informou na época que essa versão ainda seria analisada.
O adolescente não será submetido ao Tribunal do Júri. Como tinha 17 anos quando o crime ocorreu, ele respondeu conforme o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e recebeu medida socioeducativa de três anos por atos infracionais correspondentes a homicídio e estupro.
Agora, os jurados deverão analisar as acusações contra Victor Emanuel e decidir se ele é culpado ou inocente dos crimes apresentados pelo Ministério Público.