Casa do Autista de Maceió amplia acompanhamento psiquiátrico para crianças e adolescentes
Atendimento avalia as necessidades de cada paciente e acompanha medicação, terapias, desenvolvimento e rotina familiar
O acompanhamento psiquiátrico integra os serviços oferecidos pela Casa do Autista de Maceió para crianças e adolescentes com Transtorno do Espectro Autista (TEA). O atendimento faz parte da atuação multiprofissional da unidade e considera as necessidades individuais dos pacientes, além da rotina e do contexto familiar.
Segundo a psiquiatra Natália Omena, os pacientes passam inicialmente por uma triagem com a equipe multiprofissional antes da avaliação psiquiátrica. Durante a consulta, são analisadas questões como a necessidade ou não de medicação, a resposta às terapias e a adequação do tratamento. “Essa consulta funciona, basicamente, para a gente ver as necessidades do paciente”, explicou.
O acompanhamento continua nos retornos, quando a equipe verifica a resposta aos medicamentos, quando indicados, e avalia se a quantidade e a distribuição das terapias estão adequadas à rotina. “Com o decorrer das consultas, a gente consegue otimizar esse tratamento”, pontuou Natália. Os responsáveis também recebem orientações e, quando necessário, podem ser encaminhados para atendimento psicológico.
A diretora-presidente do Maceió Saúde, Camila Porciúncula, destacou que a psiquiatria atua em conjunto com os demais profissionais. “A psiquiatria não atua de forma isolada. Ela faz parte de uma rede de cuidados em que os profissionais compartilham informações e olhares diferentes sobre a criança ou o adolescente”, afirmou.
A Casa do Autista conta ainda com médicos, psicólogos, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais, fisioterapeutas, pedagogos, musicoterapeutas, nutricionistas, enfermeiros, assistentes sociais e educadores físicos. Para a gerente-geral da unidade, Fabiana Lisboa, o acolhimento dos familiares também faz parte da assistência. “Quando uma família chega à Casa do Autista, ela também precisa ser acolhida e orientada”, ressaltou.
Para solicitar atendimento, o responsável deve apresentar RG, CPF, Cartão SUS, comprovante de residência, encaminhamento médico da criança ou adolescente e documentos do responsável no Setor de Protocolo da Secretaria Municipal de Saúde, na Avenida Fernandes Lima, 2335, no Farol.
Após a abertura do processo, a equipe técnica do setor de Autismo da Secretaria Municipal de Saúde realiza a análise e a regulação. São priorizados pacientes que ainda não estão inseridos na rede pública de saúde e que aguardam atendimento na Rede de Cuidados à Pessoa com Deficiência. Os encaminhamentos ocorrem conforme a disponibilidade dos serviços e os critérios técnicos de prioridade.