Com dívida pública acima de R$ 10 trilhões, Lula terminará 3º mandato com o maior rombo da história
Dívida pública bateu 81,9% do PIB em junho, maior nível desde a pandemia
A dívida bruta do setor público brasileiro chegou a R$ 10,8 trilhões em junho de 2026, segundo dados do Banco Central. O valor corresponde a 81,9% do Produto Interno Bruto (PIB), maior percentual desde abril de 2021, período marcado pelos efeitos da pandemia de Covid-19.
Desde o início do terceiro mandato de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em janeiro de 2023, a relação entre a dívida e o PIB aumentou 10,2 pontos percentuais. Em dezembro de 2022, último mês do governo de Jair Bolsonaro (PL), o indicador estava em 71,7% do PIB.
Projeções do mercado apontam que o atual governo pode terminar com déficit nominal médio de 8,6% do PIB, o maior entre os governos federais das últimas duas décadas. O resultado considera a diferença entre receitas e despesas públicas, incluindo os gastos com juros da dívida, enquanto o déficit acumulado em 12 meses até junho chegou a 9,99% do PIB.
A Instituição Fiscal Independente (IFI) estima que a dívida bruta encerre 2026 em 82,5% do PIB e possa alcançar 100% em 2032 e 115% em 2036. Entre os fatores apontados estão o crescimento moderado da economia, os juros elevados e a falta de poupança pública, em um cenário de 13 anos consecutivos de déficit primário previsto para 2026.