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Alagoas
ELEIÇÕES 2026

Eleições 2026: veja propostas dos candidatos ao governo de AL para segurança pública

Planos de governo incluem videomonitoramento, contratação de policiais, integração entre forças e mudanças na atuação das corporações

John Lucas

Os quatro candidatos ao Governo de Alagoas apresentam propostas diferentes para a segurança pública nas eleições de 2026. Entre as medidas estão integração entre forças, videomonitoramento, contratação de profissionais, uso de tecnologia e mudanças na atuação das corporações. Em 2025, Alagoas registrou 1.066 mortes violentas intencionais, uma redução de 6,6% em relação ao ano anterior, mas a taxa de 33,1 mortes por 100 mil habitantes permaneceu acima da média nacional, de 19,1.

JHC (PSDB) propõe integrar o governo estadual e as prefeituras, com compartilhamento de informações, capacitação conjunta das forças e recomposição dos efetivos. O plano também prevê uma rede estadual de videomonitoramento, ações nos bairros com maiores índices de violência, medidas de ressocialização no sistema prisional e ampliação das delegacias especializadas no atendimento às mulheres.

Lenilda Luna (UP) defende o uso obrigatório de câmeras corporais, investigação independente de mortes provocadas por agentes do Estado e formação policial voltada à mediação de conflitos e aos direitos humanos. A candidata também propõe o fortalecimento da inteligência civil e a desmilitarização da polícia, medida que dependeria de mudanças na estrutura constitucional das corporações.

Márcio Jambo (Democrata) aposta na contratação de novos policiais e bombeiros, modernização dos equipamentos e ampliação do uso de drones, monitoramento eletrônico e inteligência artificial. O candidato também prevê fortalecer a Polícia Científica, ampliar a presença policial no estado e reduzir, em até três anos, o estoque de inquéritos e procedimentos investigativos pendentes.

Renan Filho (MDB) propõe ampliar operações integradas entre forças de segurança e outros órgãos públicos, além de criar delegacias 24 horas nos polos regionais para atender mulheres, idosos e pessoas com deficiência. O plano também prevê valorização dos profissionais da segurança, ampliação da cobertura aérea no combate à criminalidade e um sistema integrado de atendimento às mulheres vítimas de violência. As propostas são compromissos de campanha e sua execução dependerá de orçamento, regulamentação e, em alguns casos, articulação com outros órgãos públicos.

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