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CHOCANTE

“Minha filha podia ter morrido”, diz pai que descobriu desafios de automutilação no Discord

Pai solo descobriu que a filha participava de grupos que incentivavam automutilação e conseguiu interromper o ciclo após investigar o celular da adolescente

Rhuan Leite

Um pai que conseguiu interromper um ciclo de automutilação vivido pela filha relatou os riscos de grupos fechados no Discord após a morte de uma adolescente de 13 anos durante uma transmissão na plataforma. Paulo Zsa Zsa, pseudônimo usado por ele, contou que percebeu os primeiros sinais quando a menina ainda tinha 12 anos e descobriu posteriormente que ela participava de comunidades que incentivavam desafios de violência contra si mesma.

Segundo Paulo, a filha passou a apresentar ferimentos e mudanças de comportamento durante o período de isolamento provocado pela pandemia. A situação levou o pai a investigar o celular da adolescente, quando encontrou registros de conversas e vídeos relacionados aos desafios. “A partir daí, o mundo se descortina”, afirmou. Ele descobriu que a menina participava de grupos em que adolescentes eram estimulados por outros usuários a realizar atos prejudiciais.

A adolescente iniciou acompanhamento psicológico e psiquiátrico e, atualmente, aos 15 anos, segundo o pai, está bem e retomou atividades sociais. Paulo afirmou que restringiu inicialmente o acesso ao celular e às redes sociais e passou a acompanhar de perto o uso da internet. “Eu não sabia que o Discord era essa rua, só que à enésima potência”, disse. Para ele, o caso reforçou a necessidade de ampliar a proteção de crianças e adolescentes no ambiente digital.

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