O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), comentou pela primeira vez o caso envolvendo o jornalista maranhense Luís Pablo Conceição Almeida, após acusações de perseguição contra seus familiares. O profissional publicou reportagens sobre uma possível irregularidade relacionada ao uso de um veículo oficial do Tribunal de Justiça do Maranhão, em São Luís.

Durante sessão no plenário, Dino afirmou ter sido alvo de intimidação e disse que sua segurança e a de seus familiares foram colocadas em risco. "Foram fotos dos meus filhos expostas como uma espécie talvez de mensagem: 'Olha, sabemos quem são eles, onde eles estão, como vão", declarou o ministro.

Dino ainda equiparou a situação com a perseguição feita na ditadura e deixou a entender que recebeu críticas de alguém que fez parte do regime. "pessoas que têm as mãos sujas do sangue daquelas vítimas desse regime despótico, gente sem retratações, querem dar lição de democracia para o Supremo. É preciso ter humildade", declarou.

A Polícia Federal solicitou a abertura de investigação contra Luís Pablo diretamente ao STF e apontou que o jornalista teria praticado perseguição contra Dino. Segundo a PF, os atos atribuídos ao profissional teriam provocado um dano “essencialmente de natureza moral e psicológica” ao ministro, com possível impacto emocional decorrente de ações invasivas ou intimidatórias.