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Justiça solta ex-secretária presa por eutanásia de animais

Paula Lopes teve prisão preventiva substituída por medidas cautelares; ela e outras oito pessoas são rés no processo

Peter Lucca

A Justiça do Rio Grande do Sul revogou a prisão preventiva de Paula Lopes, ex-secretária Municipal de Bem-Estar Animal de Canoas, investigada por um esquema de eutanásia de cães e gatos. A prisão foi substituída por medidas cautelares, incluindo a proibição de manter animais.

Segundo a decisão da Vara Regional Ambiental de Porto Alegre, Paula também está proibida de recolher, transportar, abrigar ou tratar animais, de manter contato com os demais réus e testemunhas e de frequentar a Secretaria de Bem-Estar Animal de Canoas, o Instituto Paula Lopes e abrigos ligados aos investigados. Ela ainda deverá comparecer mensalmente à Justiça e não poderá deixar a comarca por mais de oito dias sem autorização.

A decisão considerou que Paula não ocupa mais cargo público, que a estrutura utilizada nas supostas irregularidades foi desfeita e que ela é primária e possui residência fixa.

A denúncia foi recebida pela Justiça em 1º de julho. Paula e outras oito pessoas, entre elas uma policial civil e uma associação ligada à ex-secretária, tornaram-se rés.

As investigações apontam que pelo menos 478 eutanásias foram realizadas em oito meses, inclusive em animais que ainda teriam alternativas de tratamento. Segundo a Polícia Civil, os procedimentos eram usados para desviar recursos obtidos por meio de doações destinadas a tratamentos.

Paula foi presa em 15 de junho, junto com dois veterinários. A investigação começou em 2025 e identificou um número de eutanásias considerado acima do esperado para o perfil dos animais atendidos e em comparação com anos anteriores.

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