Com medo de morrer, Gestor que denunciou Master aciona STF e pede inclusão no programa de proteção a vítimas
Vorcaro encaminhou a Sicário mensagem que fala em ‘mandar a Turma para matar esses negócios’
O fundador e gestor da Esh Capital, Vladimir Timerman, acionou o Supremo Tribunal Federal (STF) na última terça-feira (12) para pedir sua inclusão no Programa de Proteção a Vítimas e Testemunhas Ameaçadas (Provita). Como revelamos no blog em julho, a Polícia Federal (PF) descobriu que Daniel Vorcaro e seu comparsa Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, o “Sicário”, monitoraram ilegalmente Timerman, que denunciou irregularidades em operações do Banco Master e travou uma batalha judicial com o ex-CEO.
Sicário, que se matou após ser preso pela PF em março passado, é tido pelos investigadores como operador do grupo “A Turma”, uma milícia privada que atuava a mando de Vorcaro. Em petição enviada ao relator do caso no STF, ministro André Mendonça, a defesa de Timerman pede para que a corporação apure se o braço armado do banqueiro o monitorou sob ordens do empresário Nelson Tanure, apontado pela Polícia Federal e pelo Ministério Público Federal como possível sócio oculto do Master – o que ele nega.
Tanure e Timerman também têm um largo histórico de brigas na Justiça desde que o fundador da Esh passou a denunciar supostas irregularidades em operações com papéis da antiga Alliar e da Gafisa, efetuadas por Tanure com participação do Master. Em um dos processos, o gestor chegou a ser condenado na Justiça de São Paulo em 2025 por stalking contra o empresário, decisão da qual recorre até hoje. O investidor se diz perseguido e moveu um processo idêntico contra Tanure, ainda em curso.