Votação do PL que amplia limite do MEI deve ficar para depois das eleições
Relator diz que dificuldade de reunir líderes em Brasília deve adiar análise, mas afirma que proposta será aprovada ainda em 2026
A proposta que eleva o limite de faturamento do Microempreendedor Individual (MEI) deve ser votada pela Câmara dos Deputados somente após as eleições, segundo o relator, deputado Jorge Goetten (Republicanos-SC). O período eleitoral tem dificultado a presença de líderes partidários em Brasília.
“Pela dificuldade do período eleitoral e presença dos líderes em Brasília, o mais provável é que aprovamos logo após as eleições. Temos o compromisso de aprovar esse ano, pra começar a valer no próximo ano. E o presidente Hugo Motta é favorável também”, afirmou Goetten.
O projeto eleva de R$ 81 mil para R$ 130 mil o limite de receita anual para enquadramento como MEI e permite a contratação de até dois empregados. A proposta já passou pelo Senado e é analisada por uma comissão especial da Câmara.
A votação, que era cogitada para o segundo esforço concentrado da Casa, entre o fim de agosto e o início de setembro, também envolve negociações sobre mudanças no Simples Nacional.
Segundo estimativas apresentadas nas discussões, o impacto da atualização do MEI seria de cerca de R$ 8 bilhões. Uma ampliação mais abrangente do Simples poderia representar aproximadamente R$ 20 bilhões.
Apesar do possível adiamento, Goetten afirma que a intenção é concluir a votação ainda em 2026, para que as novas regras entrem em vigor em 2027.