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Atos antidemocráticos

Alexandre de Moraes arquiva investigação contra Luciano Hang sobre atos golpistas

STF não encontrou provas de que dono da Havan tenha apoiado bloqueio de rodovia após eleições de 2022

Daniel Oliveira

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o arquivamento de uma investigação envolvendo Luciano Hang, dono da Havan. A apuração analisava uma possível relação do empresário com manifestações antidemocráticas e o bloqueio de uma rodovia após as eleições de 2022. A decisão foi tomada na última quinta-feira (6).

A investigação teve como foco um ato realizado em 3 de novembro de 2022, nas dependências de uma unidade da Havan em Rio do Sul (SC). Segundo a Polícia Federal (PF), apoiadores do então presidente Jair Bolsonaro (PL) ocuparam o espaço e bloquearam a BR-470. Entre as reivindicações estavam intervenção militar, fechamento do STF, anulação das eleições e prisão de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Durante as apurações, a PF ouviu pessoas ligadas à unidade e à empresa, incluindo o diretor-presidente e a gerente da loja. Os investigadores confirmaram que os manifestantes utilizaram o espaço, mas não encontraram evidências de que Hang ou outros representantes da Havan tenham autorizado ou apoiado a mobilização. A Procuradoria-Geral da República (PGR) também considerou insuficientes os elementos para responsabilizar o empresário.

Diante da ausência de provas, Moraes acolheu o pedido da PGR e encerrou a investigação. O ministro, porém, ressaltou que a apuração poderá ser retomada se surgirem novos elementos. Sem novas evidências, o arquivamento permanece válido.

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